

A Estou Refugiado é uma Organização Não Governamental (ONG) focada e especializada na inserção de imigrantes, em especial os refugiados, no mercado de trabalho brasileiro.
E nessa missão, no último mês de outubro a ONG conquistou mais uma vitória: a contratação de Martha Figueras, venezuelana de 36 anos, como consultora de projetos no renomado Hospital Albert Einstein, em São Paulo/SP.
Martha conta que mudou para o Brasil com o marido, que havia sido transferido pela empresa. Vieram em 2012 e decidiram ficar. Foi por um grupo de venezuelanos da capital paulista que eles conheceram a Estou Refugiado.
“Foi muito importante para mim. A ONG é um apoio fundamental para os imigrantes, refugiados se sentirem acolhidos e orientados no momento de chegada ao Brasil. É um grande desafio lidar com uma nova cultura, idioma e saudade”, comenta.
Formada em Engenharia Industrial, pela Universidade de Oriente, ela conta que Lúcia Costa, psicóloga responsável pela Gestão de Pessoas (RH) da Estou Refugiado, sempre acreditou que Martha voltaria a trabalhar em área condicente com sua formação.
“Fiquei gratamente surpresa por ter sido escolhida, entre muitas pessoas”, comenta sua reação ao ser aprovada para a vaga. “Foi um processo bem cuidadoso, passei por múltiplas entrevistas por parte da diretoria da consultoria do Hospital. Todas bem-sucedidas”, continua Martha.
Ela, que já está trabalhando como consultora de projetos do Albert Einstein há quase um mês, compartilha a sensação dessa conquista. “É um grande desafio. Faço parte de um time de consultores de alta excelência, dentro de um dos melhores hospitais do mundo”, descreve a profissional.
Santiago Nariño, de 28 anos, especialista em diversidade, equidade e inclusão, em entrevista para a Estou Refugiado, comentou que o Hospital Albert Einstein possui uma política específica para tratar do tema e dispõe de programas de empregabilidade focados nesse objetivo, com preparações específicas para os perfis dos contratados.
“Estamos com uma meta de aumentar ainda mais o número de imigrantes contratados. Entramos em contato com ONGs que trabalham com essa pauta para nos ajudarem a encontrar esses talentos”, comenta Santiago.
Segundo o especialista, foram várias vagas disponibilizadas, não especificamente para refugiados, mas priorizando os perfis enviados pelas ONGs, entre elas a Estou Refugiado.
“A contratação da Martha foi assim. Abrimos uma vaga de consultora, a Estou Refugiado nos enviou o CV dela, que passou por todo o processo normal e as entrevistas”, detalha Santiago.
Ele ainda acrescenta, que durante esse processo seletivo, o Hospital faz também a preparação e contextualização dos gestores e equipes. “É muito bom ter a Estou Refugiado nessa jornada com a gente. Temos reuniões mensais. É uma super parceria. Estamos muito felizes”, concluiu.